O publicitário italiano Carlo Sampietro, 35 anos, já morou alguns meses no Brasil – na cidade de Florianópolis -, e recentemente largou o cargo de diretor de arte em uma das maiores agências de publicidade dos Estados Unidos para se dedicar a um trabalho excepcional. Carlo recupera as caixas de policarbonato e metal onde são vendidos os jornais nas esquinas de Nova York. Ele as transforma em dezenas de novos objetos, entre eles: máquina de lavar louça, aquário, geladeira, estufa de plantas e estante do tipo cristaleira.

Lava-louça feita de caixa de policarbonato.
Ao criar uma nova função a cada caixa recolhida nos depósitos ou mesmo nas ruas, Carlo acabou criando um movimento chamado The street is in the house (A rua está dentro de casa), que, após lançado na ICFF, está virando sucesso na crítica especializada do mundo todo. Na mesma linha de garimpo, o estreante designer transforma antigos letreiros de táxis em luminárias e cavaletes de barricadas policiais em mesas de bar.

The street is in the house

Tudo começou dentro do próprio loft onde ele mora em NY:
– Meus amigos começaram a elogiar meus móveis. Percebi, em meio a uma crise profissional na publicidade, que deveria me dedicar ao projeto. Isso faz um ano! – diz Carlo, orgulhoso.

The street is in the house é um trabalho inusitado que ilustra muito bem os próximos passos do design de interiores mundial.

Carlo Sampietro

Carlo Sampietro, criador do movimento "The street is in the house".

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